Voz 2
Após sua fala, Míriam Marroni (PT) começa a recolher seu material para deixar o plenário. Recebe o abraço da vereadora Marisa Schwarzer (PSDB) e encostasse na parede.
E volta a falar, já chorando. Um vereador (cuja voz o Espeto não identificou, mas acha sabe), chama a atenção do presidente. “Olha, Michel, suspende a sessão”. De imediato Promove determina: “Suspendo a sessão por 10 minutos”. Só que as gravações, via celular, continuaram.
“Eu me sinto desrespeitada”, afirmou em tom baixo e, chegando perto de sua cadeira, desabafou de vez.

“Vocês não tem o direito de destruir a vida das pessoas”. Dela se aproximam Ivan Duarte (PT), Marisa Schwarzer (PSDB), Fernanda Miranda (PSoL) e Marcos Ferreira (União Brasil).
Seguiu ela: “Em nome de uma causa, não tem. Eu tô aliviada porque tudo o que a gente viveu aqui durante esse ano, principalmente as mulheres, ataques absurdos”.

Olhando para o lado da Mesa Diretora ponderou que “o governo tem problemas, mas não pode, em nome da disputa política, destruir a moral, a vida das pessoas”.
Considera que “quando o Ministério Público toma essa atitude diz, olha, nós tínhamos razão. Esse ambiente é do ódio, da agressão, da mentira. A política e essa Casa não merecem viver isso. Não merecem”.
E encaminha o fim de sua fala: “Nós mulheres, aqui, somos constrangidas, desrespeitadas todo o tempo. Desculpe quem não tem nada a ver com isso. Essa Casa tem uma maioria de vereadores correta, lutadora. Desculpem-nós, vocês não sabem o que a gente vive aqui dentro”.

Míriam libera o choro de vez e é consolada e abraçada por Marisa, Fernanda e Ivan.

