Entrevista

Espeto conversa com o prefeito Fernando Marroni (PT) sobre diversos pontos e temas sobre a administração PT/PSoL e apoiadores.

Os assuntos serão abordados a partir de agora, por itens, mudando a formatação já tradicional do Site do Espeto.

Marroni falou por cerca de 40 minutos, mantendo a calma em todas as respostas. Teve várias expressões faciais e não deixou pergunta sem resposta, mesmo com um simples sim ou não.

Prefeito Fernando Marroni (PT) conversa com o Espeto. Fotos: Tobias Bernardo/Secom-PMP

Câmara

Sobre o relacionamento com a Câmara de Vereadores em 2025:

– Tivemos uma boa relação. Não teve prejuízo para a cidade. A convivência foi boa. Não me posso pautar por dois ou três da oposição.

Vereadores

Sobre as críticas recebidas por vereadores, tanto da oposição como de alguns cujos partidos emprestam seu apoio ao governo:

– É da natureza os políticos, no caso os vereadores, tem pontos específicos e a crítica é da natureza, é parte da democracia. Não pode haver o rompimento do diálogo.  É a forma do convívio democrático.

Compromisso

Sobre cobrança aos vereadores com cargos no governo para apoio aos projetos do governo:

– Não vai ter cobrança. Como um vereador pode ser contra buscar recursos para uma Estação de Tratamento de Esgoto? Contra o reforço do sistema de segurança da cidade?

Posições contrárias nestas situações são incompreensíveis. O prefeito não briga com ninguém. O convencimento vem através de agendas de interesses da cidade.

Base

Sobre a propalada base aliada e partidos apoiadores ao governo:

– A base é o PT e o PSoL (quatro dos 21 vereadores). Com os outros temos relações pontuais. Nesse aspecto, temos maioria.

Atrito

Sobre possível rompimento com o PSB, em função de críticas recebidas na Câmara:

– Não há rompimento. Com o PSB temos uma relação nacional, que queremos preservar.

Marroni indica relação nacional com o PSB

Cargos

Sobre a retirada dos Cargos de Confiança (CCs) na administração destinados aos vereadores do PL (Marcelo Bagé e Júnior Fox) e um do PSD, Daniel Fonseca:

– Sim.

Aproximação

Sobre reuniões e conversas com representantes de partidos e vereadores reeleitos e eleitos para apoios no segundo turno da eleição do ano passado:

– Tivemos conversas com todos os partidos que não chegaram ao segundo turno.

Sobre reunião realizada para garantir o apoio do PSB no segundo turno, já que no primeiro houve apoio ao candidato do PSDB, Fernando Estima.  Na reunião estiveram presentes Salvador Martins (PT), o vereador reeleito Jurandir Silva (PSoL), o vereador reeleito César Brisolara (PSB) e Rogério Salazar (PSB):

– Não chegou ao meu conhecimento.

Candidatura

Sobre a especulada candidatura da vereadora/secretária Míriam Marroni (PT) à deputada estadual:

– Pergunta pra ela. Não tenho ascendência sobre ela.

“Não tenho ascendência sobre ela”.

Sobre o governo ter candidatos e apoio à outros nomes, como a deputada federal Maria do Rosário (PT):

A administração não terá candidatos. Queremos ter mais e boas relações com os deputados.

Momento

Sobre as discussões sobre os pedidos de impeachment, em função do não pagamento de emendas impositivas apresentadas pelos vereadores:

– Não tem atrito. A oposição tenta com o impechment reverter o resultado da eleição. Estamos cumprindo todas.

– Recebemos uma determinação judicial para empenhar R$ 21 milhões mas empenhamos, até o final do ano, R$ 24 milhões. Não podemos pagar as emendas de bancadas por ordem judicial.

– Dos R$ 21 milhões, já pagamos R$ 16 milhões. O que falta entra “nos restos a pagar ” de 2025 para 2026.

“Oposição quer reverter o resultado da eleição com o impeachment”.

– Só quita depois da execução. Vamos cumprir com as obrigações legais. Eram R$ 42 milhões no ano passado e a Justiça determinou a redução para R$ 21 milhões. Como empenhamos R$ 24 milhões estamos buscando uma fórmula para encontrar a solução.

NOTA: Em 2024 os vereadores tiveram direito a R$ 1,8 milhão em emendas e em 2025, baixou para R$ 1,08 milhão.

– Esses pedidos de impeachment não tem base legal. Já são três.

Futuro

Sobre as projeções de recursos para os próximos três anos da administração:

– A palavra é desafio, com as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), licitações. Em três anos temos indicativo de recursos na ordem de R$ 600 milhões.

– São projetos para Educação, Saúde, Assistência Social. Temos recursos que possuem projetos padrão na Caixa e esses terão mais agilidade.

BR-116

Sobre o recente acidente na BR-116, em Turuçu, com 11 vítimas fatais e cobranças para a conclusão da duplicação:

– A previsão para a conclusão é 2027. Lamentamos, sob todos os aspectos, o acidente e as vítimas.

– Mesmo com essa situação, não podemos afirmar que acidentes não ocorreriam se a rodovia estivesse toda duplicada. O motorista do caminhão admitiu que estava mexendo no rádio naquele momento.

Pauta do presidente Lula (PT) em Pelotas e Rio Grande não inclui a duplicação da BR-116.

– A pauta do presidente Lula (PT) em Rio Grande e Pelotas está relacionada com o Polo Naval e o Minha Casa Minha Vida, na avenida 25 de Julho, em Pelotas.

Postura

Sobre a chegada do vereador Michel Promove (PP), um dos mais ferrenhos críticos ao governo, à presidência da Câmara em 2026:

Ser vereador e  presidente da Câmara são situações diferentes.

– Uma coisa é ser vereador e outra, presidente da Câmara. Nesta condição ele representa o Poder Legislativo e, entendemos, saberá muito bem conduzi-lo. Por suas entrevistas e manifestações, deixou esse indicativo.

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