Demora
O Espeto acompanha o projeto de duplicação da BR-116 desde o seu início, em 2012. A promessa de conclusão era para 2014. Ledo engano.
Lembra das primeiras estacas, pintadas de branco, colocadas na marcação do futuro leito da segunda pista.
Lembra das reuniões e audiências em Pelotas, Rio Grande, Camaquã e Brasília, para que tudo fosse executado nos prazos inicialmente indicados.
Prazos, por sinal, totalmente desrespeitado pelos sucessivos governos desde 2012 e sem a permanente e até atrevida cobrança.
Dos 180 quilômetros do trecho, faltam 31. Os principais pontos são em Tapes, Camaquã, Turuçu e Pelotas.
Os lotes mais atrasados são os 1 e 2, em Tapes. Aqueles que, depois de problemas com a construtora, foram assumidos por um Batalhão de Engenharia do Exército, sediado em Santa Catarina, com o compromisso de conclusão. Sem maiores explicações públicas, a execução da obra interrompida.
Agora, com a falta generalizada de recursos, novas licitações precisam feitas. Agora, o que era para ser concluído em 2014, tem indicativo para 2028, catorze anos depois.
Esperaremos, como até hoje, calados, acomodados e, repetindo, subserviente? E quando tudo for concluído, em 2028, 2029… estaremos agradecidos. Ou não?

