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Está deflagrada e com movimentos muito interessantes, a busca pela presidência da Câmara de Vereadores de Pelotas.
Quatro são os pretendentes da cadeira hoje ocupada pelo vereador Michel Promove (PP).
Por ordem alfabética, para não caracterizar ou indicar possível favorecimento: Cristiano Silva (União Brasil), Daniel Fonseca (PSD), Paulo Coitinho (Cidadania) e Tauã Ney (PSDB).
Destes quatro sairá o presidente e, talvez, ocupantes de outros postos na Mesa Diretora.
Recente reunião entre a maioria dos vereadores da oposição, definiu os quatro nomes. Mesmo ausente, o vereador Cristiano Silva foi o lembrado para indicação do União Brasil.
O nome mais forte hoje é o do vereador Paulo Coitinho (Cidadania). Cumpre seu segundo mandato e, nestes seis anos, sempre teve cargo na Mesa, como primeiro vice-presidente ou primeiro secretário. Teria forte simpatia do Executivo.
Outro nome que vai buscar a presidência é Daniel Fonseca (PSD), que conta com o apoio dos vereadores mais radicais na oposição ao Executivo. Está no primeiro mandato.
Duas alternativas de nomes com bom trânsito entre os demais vereadores e também no Executivo são os dos vereadores Cristiano Silva (União Brasil) e Tauã Ney (PSDB).
Uma conversa entre os vereadores Cristiano Silva (União Brasil) e Paulo Coitinho (Cidadania), provocada pelo primeiro, pode acontecer nos próximos dias. Pauta: proposta de acordo para Silva ser o presidente em 2027 e Coitinho em 2028.
O poder de barganha de Cristiano está na possibilidade de iniciar o processo de compra de imóvel para a futura sede própria do Poder Legislativo. Iniciado nos primeiros meses do ano que vem, teria sua concretização em 2028.
Os nomes de Cristiano e Coitinho representariam o indicativo de uma tentativa de convivência mais pacífica com o Executivo. Há movimentos das bancadas do PT e PSoL neste sentido.
O nome de Daniel Fonseca representaria a continuidade da ferrenha oposição ao governo PT/PSoL.
Nas argumentações em defesa de seu nome, Fonseca aponta ter o PSD, a maior bancada, com quatro vereadores. Verdade. O partido teve o presidente no primeiro ano da atual Legislatura, Carlos Júnior, hoje Secretário Estadual Adjunto de Esportes.
O PSD tem quatro vereadores, mas está mais dividido que um único bolo de festa. Dois estão alinhados com o governo, um mais neutro e outro na oposição.
Os dois alinhados com o governo são Carlos Júnior e Antônio Peixoto. Hoje o suplente Fagner Feijó, no lugar de Júnior, manterá o mesmo alinhamento até o final do ano, pensando em 2027.
O vereador Éder Blank mantém neutralidade coerente, votando a favor de projetos da comunidade e, em outros casos, obedecendo orientação partidária. Já foi convidado para assumir o comando da Secretaria de Desenvolvimento Rural.
O nome do vereador Daniel Fonseca representaria, na presidência, a continuidade da oposição ferrenho ao Executivo, que tem seus expoentes máximos, os vereadores César Brisolara (PDB) e Marcelo Bagé (PL) e, em escala pouco abaixo, o vereador Michel Promove (PP).
Na atual composição da Câmara, com seus 21 vereadores, oito integram a base de apoio ao governo.
São os dois do PT (Ivan Duarte e Míriam Marroni), os dois do PSoL (Jurandir Silva e Fernanda Miranda), dois do PSD (Carlos Júnior e Antônio Peixoto), um do PP (Rafael Amaral) e uma do PSDB ( Marisa Schwarzer).
Também deverá entrar nos critérios para acordo visando a formação da Mesa Diretora para 2027 e, talvez, para 2028, são os cargos com indicações da Mesa ou partidos. Hoje são 28.

