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Interessante o bate-boca entre os vereadores Jurandir Silva (PSoL) e Daniel Fonseca (PSD), coadjuvados pela vereadora Marisa Schwarzer (PSDB) e César Brisolara (PSB). Na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Motivo 1: Decreto Legislativo apresentado por Schwarzer, denominando espaço no canteiro central da Avenida Dom Joaquim, em frente ao Clube Gonzaga, de Cachorródromo João Henrique de Souza.
Motivo 2: No projeto original, foi colocada a denominação de Praça quando, no entendimento do relator Daniel Fonseca (PSD), o correto é Canteiro.
Antes da discussão oficial, o vereador Jurandir Silva (PSoL) questionou sobre a tramitação do decreto, indicando a necessidade de um maior prazo para o ajuste.
O vereador Daniel Fonseca (PSD) comentou a situação da proposta, falou sobre o erro cometido e a negativa da autora em fazer o ajuste.

Algumas palavras trocadas entre Daniel e Jurandir foram inaudíveis. Mas Jurandir saltou: “Prá cima de mim não. Olha o respeito”. Em determinado momento, ficou com o dedo indicador da mão direita em riste.

Daniel retrucou dizendo que estava cumprindo a tramitação e que não queria oferecer parecer contrário, mas se a correção não fosse feita, assim procederia.
Na lateral do plenário, perto de porta auxiliar, com uma estilosa boina cinza, o vereador Marcos Ferreira (União Brasil) bradou: “Ximangos e Maragatos, calma”.
O projeto iniciou sua tramitação em 10 de julho e teve quatro relatores. O presidente da Comissão, vereador César Brisolara (PSB) afirmou que o projeto está errado e que foi dado prazo mudar. “A vereadora diz que iria fazer e não fez”, afirmou.
Relator do projeto, vereador Daniel Fonseca disse que não queria dar o parecer negativo, que não foi arrumado. “Não posso ser responsabilizado por um ato que não é meu”, posicionou-se.
O vereador Jurandir Silva (PSoL) questionou o presidente da CCJ, César Brisolara (PSB) sobre se o parecer estava escrito ou inserido no sistema da Câmara. Não estava.
Brisolara não gostou, pois sua decisão, no início do ano legislativo, foi a de ter todos os pareceres apresentados por escrito e colocados no sistema.
Ele lembrou Jurandir de que o mesmo procedimento foi adotado quando Jurandir foi relator de um projeto do vereador Cauê Fuhro Souto (Podemos). “Não estou entendendo o que está acontecendo”, disse.

Tudo isso acontecendo sem a presença da vereadora Marisa Schwarzer (PSDB) no plenário. Ela chegou e confirmou que não havia protocolado a alteração.

Jurandir ainda defendeu a sequência do projeto. Marisa pediu mais uma semana para trocar a palavra Praça por Canteiro. “Não acho justo com a minha pessoa. Prá que isso, pelo amor de Deus… somos colegas, é um pedido que faço”.
Brisolara lembrou que o projeto iniciou sua tramitação há 60 dias e que a alteração não foi feita.

Marisa perguntou sobre o parecer de Daniel e foi informada ser desfavorável.
Pelo sim, pelo não, a tucana decidiu pelo arquivamento de sua proposta.

