Estopim
O principal motivo para os fortes e agressivos debates entre esquerda e direita (ou vice-versa) na sessão de hoje pela manhã na Câmara de Pelotas, foi a Moção 47.
Ela foi apresentada pelos vereadores Marcelo Bagé (PL), Júnior Fox (PL), Cristiano Silva (União Brasil), Daniel Fonseca (PSD) e Rafael Amaral (PP).
Ela formaliza apoio da Câmara de Pelotas ao Projeto de Lei n’ 2858/2022, de autoria do deputado federal Major Vitor Hugo (PL) e seus apensados, que concede anistia a todos os cidadãos que tenham participado de manifestações em qualquer lugar do território nacional, no período compreendido entre 30 de outubro de 2022 e a data de entrada em vigor da lei.
Quando foram iniciadas as discussões esquerda e direita travaram conflito verbal direto.
As posições foram variadas e abrangentes. Passaram por ideologia, destruição do patrimônio público, pessoas iludidas, prisões ilegais, perdão para criminosos, tentativa de golpe, por Cuba e Venezuela e outros que tais.
Direto
Ao defender a aprovação da Moção de Apoio, Marcelo Bagé falou que tem um deputado federal do PSoL que vai ser cassado “por espancar um manifestante”.

Foi o que bastou para que Fernanda Miranda emitisse sua opinião, indicando não ser verdade o que o liberal estava falando. Tanto pela Rede Câmara como em vídeos é difícil definir o que ela falava.
Sua reação foi definida pelo vereador Daniel Fonseca (PSD) como “um surto”.
Tanto o vereador Marcelo Bagé como o presidente do momento na sessão, Arthur Halal (PP) pediram que ela respeitasse a fala e a calma fosse mantida. Ela deixou sua cadeira, dirigiu-se para a saída do plenário, retornou e depois saiu com o vereador Jurandir Silva.
Posição
As discussões seguiram e duraram quase uma hora.
Na sua fala, Fernanda Miranda disse que o deputado em questão (Glauber Braga) defendeu sua mãe, já que o manifestante a ofendia diariamente.

Depois abordou o acontecido momentos antes. Afirmou ter sido, mais uma vez, vítima de violência política de gênero.
“Vocês fazem isso comigo, pois sou melhor. Já me chamaram de vagabunda, que iriam chamar o Samu. Eu não vou mais aguentar”, apontou Fernanda Miranda.
Depois de toda a celeuma e bate-boca, na votação, a Moção de Apoio foi aprovada com sete votos, dois contrários e duas abstenções.