Voz
… e após ter recebido o Aparte de Marisa Schwarzer (PSDB), a vereadora Míriam Marroni (PT) disse fazer questão de registrar respeito ao seu mandato e a ela como pessoa.
A partir daí, ainda em sua cadeira, ela começou o seu surpreendente desabafo.
“Eu acompanhei e acompanho esse ambiente da mentira, do show, do constrangimento, do desrespeito e a senhora também tem sido vítima desse modo distorcido, repugnante de fazer política que toma conta dessa Casa”.

Seguiu, incisiva: “E esse vereador, que se chama Cauê, ele tem nome. É esse que está sendo investigado e tenta colocar aqui, uma falsa moral, o show de horrores, constrangimento, desrespeito, mentira”.
Míriam hipotecou solidariedade à colega tucana. “Digo isso como um desabafo, porque há um ano o ambiente dessa Casa trilha o show, o constrangimento, a mentira e isso é insuportável. Só que agora a população sabe que nós estávamos certas e que somos vítimas de constrangimento, de mentira, de agressão, de agressão (com mais ênfase)”.
Apoiou a Operação Expurgo do GAECO-SUL e diz que a partir do Ministério Público, que é uma autoridade, que “não é qualquer coisa, o GAECO, não é o debate aqui, para fazer o que fez, tem sentido a investigação “.

Segue ela: “Hoje eu falo sem medo porque eu tenho medo, sim, tenho medo desse ambiente. É um ambiente de constrangimento constante e esse vereador é o vereador que lidera os constrangimentos e as mentiras e a senhora (Marisa) tem sido vítima”.
Também afirma: “A população hoje sabe o que está acontecendo, que é verdade a nossa repressão, constrangimento, desrespeito, mentira o tempo todo em nome de uma raiva, de um ódio”.
A petista encaminha o final de seu Aparte: “Estou assim há vários dias. Desde que isso ocorreu, confesso que me libertei, me libertei porque eu tinha medo”.

O tempo se encerra e o presidente Michel Promove (PP) diz “obrigado vereadora Míriam.

