Personagens
Quem acompanha as sessões e bastidores da Câmara de Vereadores de Pelotas, sabe, sem pestanejar, os alvos preferidos. Tanto no Executivo como no Legislativo.
Basta entrar um tema em pauta e todos afloram, como se adormecidos estivessem, apenas à espera de uma simples fala para assumirem mentes e corpos para tudo o que possa vir a acontecer, sem medir consequências.
Os principais alvos dos vereadores, na administração PT/PSoL e ainda poucos apoiadores são, pela ordem, a secretária da Saúde, Angela Vitória (PT), o secretário de Obras, Rogério Salazar (PSB) e o secretário de Planejamento, Salvador Martins (sem partido, ex-PT), que também é chamado de “Primeiro Ministro”.
O prefeito Fernando Marroni (PT) não escapa. Leva a culpa exatamente por ser o prefeito e ter tido a escolha final dos nomes. Ou aceitado as indicações dos partidos.
É repetitivo, nas sessões, o vereador Cauê Fuhro Souto (Podemos) falar sobre seu arrependimento em ter apoiado PT/PSoL na eleição de 2024, quando filiado ao Partido Verde (PV), que tem Federação com o PT. Também é repetitiva a sua fala dizendo que o prefeito não gosta de trabalhar, que acorda às 11h e vai conceder entrevistas com o cabelo molhado.
Na Câmara, os principais críticos da administração são os vereadores César Brisolara (PSB), Cauê Fuhro Souto (Podemos), Daniel Fonseca (PSD), Michel Promove (PP) e Marcelo Bagé (PL). Sempre em tom veemente de fala e de cobrança.
Apontam falta de diálogo do Executivo com o Legislativo. Apontam, no ano passado, a aprovação de projetos, incluindo a contratação de cerca de 3,5 mil cargos, em várias áreas, solicitados pelo governo.
Com a chegada do vereador Michel Promove (PP) à presidência do Legislativo, mudou o ritmo da música e os decibéis ultrapassaram os aparelhos que medem os volumes.
Projetos e vetos de toda a ordem passaram a ser rejeitados, tanto nas comissões e em plenário.
A resposta do governo foi imediata. Nomes indicados pela grande maioria dos vereadores, foram demitidos sumariamente. Sem choro. Muitas demissões em represália.
Hoje, já há vereadores, que ainda integram o grupo de oposição, buscam reaproximação com o governo e a renomeação de seus indicados. Discretamente.

