Plenário
Manhã de hoje com mais uma demonstração da “marcação cerrada” que os vereadores da oposição fazem com o Executivo e seus projetos encaminhados para votação. Desta feita, com razão.
Numa sessão marcada por praticamente nada acontecer, a espera foi a tônica do passar das horas.
Pelo Regimento Interno, as sessões ordinárias, entre terça-feira e quinta-feira, devem começar às 8h30min. Faz horinhas que isso não acontece.
Hoje, por exemplo, às 10h02min, o presidente Michel Promove (PP) ocupou seu lugar e, com os microfones desligados, disse “não vou abrir a sessão”.
Era a Sessão 70 do ano. Na pauta principal, quatro projetos da prefeitura versando sobre reajuste salarial dos servidores, do PrevPel, do Terminal Rodoviário e Conselho Tutelar.
Promove justificou a posição ao indicar que a Mesa Diretora havia encaminhado ao Executivo, pedido de informação sobre o impacto financeiro dos projetos.
“Estamos há 1h33min esperando. Os nossos cálculos apontam um impacto financeiro na ordem de R$ 50 milhões/ano na administração direta”, comentou o presidente.
Segundo ele, se a Câmara aprovasse os projetos sem a indicação por parte do governo do impacto financeiro, seria ilegal.
“Vamos esperar até às 11h. A Mesa exige o impacto. Amanhã vamos realizar duas sessões em função do início do recesso. A vida não para na Câmara e podemos vir outro dia para votar”, afirmou.

Michel Promove encerrou o papo: “O recesso não será insensível aos projetos. Acabou a conversa. Essa Mesa exige o relatório do impacto financeiro. Não vamos apreciar as matérias sem eles”.
Para ganhar tempo, foi iniciada a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Representantes das categorias envolvidas nos projetos tiveram espaço para suas falas.
Pouco antes das 11h, o Espeto deixou a Casa do Povo.

