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Primeira discussão mais incisiva no plenário da Câmara envolvendo a vereadora Fernanda Miranda (PSoL). Com o presidente Michel Promove (PP).
O Grande Expediente de cada sessão ordinária tem a duração de 60 minutos. Cada vereador tem o tempo máximo de 10 minutos, seis portanto. Se houver sobra de tempo, uma sétima fala é aberta.
Foi o caso de hoje. Sobraram dois minutos. A próxima inscrita foi a vereadora Fernanda Miranda. O presidente informou ter ela os dois minutos restantes para sua manifestação na tribuna.
Ela pediu mais tempo, uma exceção pelo fato de estar retornando ao Legislativo hoje. Citou que, antes dela, o vereador Cauê Fuhro Souto (PV) falou por 12 minutos e não foi interrompido.
Promove não concordou, afirmando que “a exceção é a senhora. Se a senhora falar agora, perde o tempo de liderança. Tem o tempo da liderança da bancada”.
Fernanda não gostou e apontou violência política de gênero antes ocorrida com manifestação do vereador Marcelo Bagé (PL) em relação a audiência pública proposta pela vereadora Marisa Schwarzer (PSDB).
Sessão suspensa mas seguiu o bate-boca entre os dois. Houve interferência de pessoas no plenário.

“Se começar a discordar de mim, vou dizer que é racismo”, apontou o presidente Michel Promove (PP).
Miranda retrucou: “Se vereadores passam do tempo, está tudo bem. Não me dão o direito de falar”.
Finalizou ela dizendo que falaria no tempo destinado à liderança. Com aplausos e assobios.

