Convivência

O que parecia estar encaminhado para um acordo de respeitosa e republicana convivência, as relações entre a prefeitura e a Câmara de Vereadores de Pelotas, parecem mais distantes que a aproximação entre PT e PL.

As conversas foram mais próximas e com objetivos definidos começaram no segundo semestre do ano passado e, nos últimos três meses pareciam indicar fumaça branca e final feliz.

Não foi bem assim. Apesar da falta de informações oficiais, várias são as situações que indicavam que o que havia sido tratado, seria sacramentado.

Dois dos mais recentes episódios e um terceiro que, com boa vontade, pode ser indicado como tentativa de reaproximação, permitem tal avaliação.

O primeiro foi a rejeição, pela maioria oposicionista na Câmara, de projetos da prefeitura para contratações emergenciais em diversas áreas e a renovação do Programa Vida Ativa.

Em resposta, de imediato, o Executivo exonerou todos os nomes indicados por vereadores que votaram contra aos projetos. Limpa ampla, geral e irrestrita.

O sinal de boa vontade partiu da prefeitura, com o anúncio de realização de concurso público em diversas áreas.

Só que o multiconcurso não é efetivado de uma hora para hora. São meses até o resultado final. Aí entram as negociações para o “Cachimbo da Paz”.

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