(Des)Sintonia
Reunião da executiva e filiados do Partido dos Trabalhadores (PT) em Pelotas, ao final da tarde de quarta-feira.
Encontro coordenado pelo presidente Ronaldo Quadrado. Pauta em andamento quando chega a informação das trocas e posses de dois secretários no governo PT/PSoL.
Surpresa entre os presentes. Ninguém sabia de nada. O companheiro Fernando Marroni é o prefeito e, como tal, coordena o governo, mas a executiva do partido se sente excluída.
Essa é uma das características dos governos do PT, em função de suas múltiplas correntes internas. Não há diálogo entre eles.
No diretório de Pelotas, o presidente e ainda vereador Ronaldo Quadrado, junto com suas qualificações, foi eleito para presidir o diretório, com apoio do vereador Ivan Duarte. Opositores, no espectro petista, a Marroni.
Quadrado é do grupo Resistência, também integrado pelo deputado federal Alexandre Lindenmeyer e pelo deputado estadual Zé Nunes.
Ivan Duarte é da Democracia Socialista, ala mais à esquerda do petismo.
Fernando Marroni não tem hoje definição oficial, mas sempre esteve alinhado com o grupo que tem a maioria nacional, o Construindo um Novo Brasil (CNB), onde está o presidente Lula.
A vereadora licenciada e ex-secretária de governo Míriam Marroni, também gravita no CNB. Fará dobradinha na eleição de outubro com a deputada federal Maria do Rosário, que é do grupo Avante. Míriam concorrerá à deputada estadual.
Já o secretário de Planejamento e Gestão, Salvador Mandagará Martins, acompanha o prefeito Marroni no CNB.
Por fim e lógico, há descontentamento na executiva em relação às articulações políticas feitas por Salvador.

